sobre
A trajetória do Núcleo de Cultura Afro-brasileira é um marco de longevidade e resistência no cenário cultural mineiro. Sua fundação remonta a 1985, sob a liderança do Mestre Ademir Barbosa, líder religioso e guardião de saberes da Tradição Yorubá.
A gênese do Núcleo fundamentou-se na preservação da memória ancestral por meio da oralidade, elemento estruturante das civilizações afro-brasileiras. A solidez e a veracidade histórica desta jornada de 40 anos são atestadas por provas documentais raras e contundentes: a Ata de Fundação, o Extrato do Estatuto publicado no Diário Oficial (Jornal Minas Gerais) em 1985 e o registro do primeiro Cartão CGC (atual CNPJ) da instituição.
Nascido em Contagem/MG, em um contexto de profunda marginalização das expressões de matriz africana, o Núcleo constituiu-se como um Quilombo Urbano de Resistência.
Nos primeiros anos, a atuação focou no fortalecimento dos vínculos comunitários e na afirmação da identidade negra através de celebrações tradicionais e orientação espiritual.
Com o passar das décadas, o projeto evoluiu de uma base comunitária para uma gestão cultural profissionalizante, integrando a salvaguarda do patrimônio imaterial à formação cidadã e inclusão produtiva.
Marcos institucionais consolidam nossa trajetória de Atuação Ininterrupta:
· 1992 (Relevância Pública): Reconhecimento oficial como entidade de Utilidade Pública Municipal (Lei nº 2.360/1992), em Contagem, validando nossa contribuição social histórica.
· 2023 (Interiorização e Expansão): Com 40 anos de atuação ininterrupta, o Núcleo reafirma sua longevidade ao projetar sua experiência histórica de Contagem para a nova unidade em Esmeraldas (2023). Esta expansão é o resultado técnico de um processo contínuo de transmissão de saberes, metodologia consolidada a territórios de alta vulnerabilidade e baixo IDH, onde a filial opera como um braço operacional da matriz, replicando com rigor as mesmas diretrizes de ensino, ritos e oficinas profissionalizantes que fundamentam nossa identidade desde a fundação em 1985.
· 2024-2025 (Chancela Federal): Certificação de duas unidades como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura (IDs 250933 Contagem e 1558884 Esmeraldas), reconhecimentos obtidos após rigorosa validação documental de nossa trajetória ininterrupta no âmbito da Política Nacional Cultura Viva.
Ao longo de quatro décadas, o Núcleo transcendeu a preservação ritualística para se tornar uma escola de formação de agentes culturais e multiplicadores.
Nossa trajetória é, portanto, um processo permanente de valorização da ancestralidade, consolidando o Núcleo como uma das instituições mais longevas e tecnicamente qualificadas na preservação do patrimônio afro-brasileiro em Minas Gerais.

